NOSSOS MANIFESTOS

MANIFESTO A FAVOR DO
OPEN BANKING

São Paulo, 13 de Fevereiro de 2019.

O modelo tradicional de sistema financeiro concentrado em poucas instituições está chegando ao esgotamento no mundo todo. No Brasil, as ineficiências desse modelo, somadas a fatores como insegurança jurídica e custo país, encarecem demais o crédito e estimulam o aumento da inadimplência, que hoje atinge mais de 60% da população economicamente ativa.

A Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) – fundada em 2016 com o objetivo de estimular o desenvolvimento do mercado de crédito e de trazer mais competitividade ao setor financeiro – alerta para a urgência de se corrigir essa situação, manifestando-se a favor da regulamentação do Open Banking como uma das soluções para esse cenário.

O Brasil tem a segunda maior taxa de juros reais do mundo. Os bancos argumentam que os juros são altos porque a inadimplência é elevada. Independentemente da causa dessa situação, é necessário substituir com urgência esse modelo, que pune o bom pagador com juros altos para compensar o prejuízo causado pelo mau pagador, e abrir espaço para novos players que ampliarão a competição.

A ABCD defende e trabalha por uma solução capaz de enfrentar a concentração, estimular a concorrência e baixar os juros reais. E acredita que um passo importante neste sentido foi a regulamentação das fintechs de crédito pelo Banco Central, ocorrida em abril de 2018. Outra iniciativa relevante foi o anúncio, ao final do mesmo ano, da proposta do Banco Central para regulamentação do Open Banking no Brasil.

A ABCD dá seu total apoio a essa iniciativa. E vem dialogando com todos os setores interessados, e com o próprio governo, com o objetivo de definir um modelo de Open Banking simples, eficiente, seguro, em tempo real e gratuito.

Na visão da ABCD, o Open Banking beneficia os tomadores de crédito, o mercado, a economia e a sociedade.

Os tomadores de crédito – consumidores e as pequenas e médias empresas – porque podem usufruir de substancial redução das taxas de juros, ter acesso a maior limite de crédito, ampla variedade de competidores e produtos, maior agilidade e menor custo nas operações financeiras.

O mercado de crédito, pela inclusão de mais de 60 milhões de pessoas desbancarizadas.

A economia e o país, porque um mercado de crédito vigoroso é um dos pilares do desenvolvimento econômico.

A sociedade, porque verá reduzidos os imensos prejuízos psicossociais da inadimplência que geram uma marca negativa para a imagem do país.

O Open Banking muda a forma como as pessoas utilizam serviços financeiros. A ideia central é que os dados bancários pertencem aos clientes, e não aos bancos, e assim podem ser compartilhados com outras empresas, como as fintechs, sem comprometer a privacidade e a segurança dos cidadãos.

O correntista pode manter sua conta no banco do qual já é cliente, mas optar pelo cartão de crédito de outra instituição, ou buscar financiamento junto a quem oferecer as melhores taxas, ou ainda usar os serviços de um terceiro para análise de sua movimentação financeira e auxílio na programação das datas de compras, pagamentos ou aplicações.

É como se o mercado financeiro fosse um supermercado, onde as pessoas entram com seu carrinho e escolhem nas prateleiras os produtos da marca, preço e qualidade de sua preferência. Mais competição equivale a mais eficiência, maior variedade de produtos e melhor experiência do consumidor – que não precisa apresentar documentos com firma reconhecida, ou provar sua capacidade de pagamento ou idoneidade. Todas as operações são realizadas por meio de aplicativos instalados no smartphone. Sem sair de casa ou do trabalho, a pessoa pode usufruir dos principais benefícios do Open Banking.

Não por acaso, o Open Banking já é realidade na União Europeia, na Inglaterra e no Canadá. E está em fase de regulamentação em diversos outros países, como Austrália, México e Singapura.

Por tudo isso, a ABCD manifesta seu apoio irrestrito à iniciativa do Banco Central de regulamentar o Open Banking no Brasil. E ainda incentiva todos os que atuam nesse mercado a se posicionarem favoravelmente a essa inovação.

Sinceramente,

Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD

MANIFESTO A FAVOR DO
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 441/2017
(CADASTRO POSITIVO)

São Paulo, 9 de Janeiro de 2018.

A Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), fundada em 2016 pelas principais fintechs de crédito do Brasil, tem como objetivo estimular, através do uso de tecnologia, o desenvolvimento do setor de crédito no país e, com isso, trazer mais competitividade ao setor financeiro e contribuir na redução do spread bancário, no aumento da oferta de crédito e em melhores produtos e serviços para a sociedade brasileira.

Temos acompanhado o debate sobre o cadastro positivo e, por meio desta carta, manifestamos nosso apoio tanto ao conceito de cadastro positivo quanto ao Projeto de Lei Complementar nº 441/2017, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Acreditamos que a criação de um cadastro positivo representa um primeiro passo importante para resolver um dos principais problemas do setor de crédito no país: a assimetria de informações entre os participantes do mercado de crédito.

Hoje em dia, uma instituição financeira que queira conceder um empréstimo para alguém ou um comerciante que queira vender uma mercadoria a prazo para um cliente podem consultar apenas as informações NEGATIVAS sobre os clientes. Isso significa que os participantes do mercado compartilham informações sobre tomadores de crédito apenas em casos de inadimplência ou atrasos de pagamentos. Com isso, a informação que mais impacta a avaliação de crédito de um cliente é se ele atrasou um pagamento em algum momento (ainda que outros fatores sócio-demográficos sejam levados em consideração).

Um cliente que ao longo de muitos anos pagou todas as suas contas em dia, honrou todos os seus compromissos financeiros e, por uma eventualidade qualquer, atrasou apenas um pagamento recentemente acaba tendo a sua avaliação de crédito prejudicada, não se beneficiando do seu bom histórico de pagamentos no momento em que mais precisa.

O exemplo acima demonstra como a falta de transparência em relação às informações POSITIVAS faz com que todos os consumidores acabem pagando mais caro para tomar crédito. O compartilhamento de informações positivas sobre os consumidores é um passo fundamental para se reduzir os juros no Brasil. Com mais informações, uma análise de crédito mais precisa e robusta é possível: os clientes têm acesso a melhores condições de crédito, e as empresas sabem quais de seus clientes são bons pagadores. Com o cadastro positivo, o histórico de bom pagador vira um ativo de cada pessoa!

Você cria seu histórico de crédito e na hora que precisar poderá usá-lo para mostrar para o mercado que você merece taxas de juros mais baixas. Esse é um bem que cada pessoa pode criar trabalhando duro e honrando seus compromissos, e poderá ser utilizado em um momento de necessidade, seja para comprar um imóvel, um carro, viajar com a família ou em casos de emergências inesperadas.

Somos sensíveis ao tema mais amplo da privacidade e da proteção de dados pessoais. Acreditamos que a tecnologia está mudando a maneira como as pessoas lidam com suas informações, e que é plenamente possível conciliar novos modelos de negócios baseados na análise de dados com a respectiva proteção desses mesmos dados. Legislações modernas e que apoiem tais modelos são essenciais para o desenvolvimento do país, e a criação de um cadastro positivo apenas concretiza isso. Vale dizer que inúmeros outros países já adotaram o cadastro positivo, e nesses países o que se observa é um spread bancário é muito inferior ao praticado no Brasil.

Acreditando na contribuição do acesso à informação positiva do consumidor para um produto de crédito mais barato, a ABCD apoia o Projeto de Lei Complementar nº 441/2017.

Sinceramente,

Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD

 A ABCD QUER QUE VOCÊ PAGUE MENOS JUROS

Hoje em dia a avaliação de crédito no Brasil acaba não favorecendo aqueles que honram seus compromissos financeiros em dia. As informações positivas dos consumidores podem reduzir consideravelmente os juros das transações. Veja o vídeo abaixo e entenda.

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